Deus e o Diabo na criação

Postado em Sem categoria em maio 3, 2010 por L.C

Já faz bem tempo eu estava refletindo sobre a presença da religião na arte. Pra minha surpresa em uma destas viagens me pego lembrando da musica da novela Roque Santeiro, “Deus e o Diabo na terra…” logo em seguida lembro do titulo do filme do cineasta Glauber Rocha, “Deus e o Diabo na terra do sol”. Mas que diabos meu deus, pra que tanta santidade e profanação?

Na minha concepção não existe profanação alguma e nenhuma santidade, mas é interessante pensar na presença do sagrado e do profano na comunicação ao longo dos anos. Primeiro a bíblia nos traz uma “mensagem de deus” e em alguns trechos mensagens do “Próprio”, um dos apelidos do cão ou diabo se preferirem. Nossa educação é muito arraigada na religiosidade, talvez pelo fato de termos forte influencia da cultura religiosa da Europa, visto que o Brasil é um pais católico.

Vamos deixar as reflexões de lado e vamos aos fatos. Primeiro vamos pegar as iluminuras. Estas vinham recheadas de representações do sagrado e do profano, tudo bem, eram feitas por padres. Então vamos pegar a arte renascentista, esta colocou Deus e o Coisa Ruim belamente representados na tela. E do renascentismo aos dias de hoje vamos fazer um breve levantamento do que esta religiosidade artística acarretou.

Iconograficamente falando, temos varias criações em design gráfico que fazem referencia direta a alguma arte renascentista ou de qualquer outra vertente.

No cinema temos a presença de Diabo e Deus (mudando a ordem pra variar) fazendo referencia a bíblia e a obras da literatura como Fausto de Goethe, a velha historia de um homem que vende a alma ao Cão miúdo. Nos filmes de western por exemplo, os caras mais temidos possuem algum nome ou acessório que nos lembre do Criador ou do Trapizumba, por exemplo, Sartana, lembra Satanás, Django carrega um caixão que lembra a morte que por sua vez traz terror a quem teme Deus e o Diabo. Clint Eastwood no filme Um estranho sem nome, paga de diabo na seqüência final do filme. E grandes atores interpretaram o diabo, Al Pacino, Robert De Niro, Luis Melo no auto da compadecida. E Deus já foi representado por Allanis Morisset, Morgan Freeman, Antonio Fagundes, afinal Deus é Brasileiro.

E a musica não pode ficar pra trás, pois esta é recheada a ponto de transbordar da presença dos dois, por exemplo, Raul Seixas; o cara fez um monte de musicas tratando de temas religiosos colocando Deus como seu psicologo (planos de papel) e o Diabo como pai do rock e como alvo de seu desejo “um pacto com satã ainda quero tentar”, na musica paranóia dois. As bandas de rock não vou comentar por que senão iria escrever uma segunda bíblia. No blues também existe uma forte relação com o cão, sobretudo nas letras de Robert Johnson, dizem que ele foi na encruzilhada e isto pode ser supostamente verdadeiro pela letra de Crossroads Blues.

Agora fico pensando, se não existisse tanto de Deus e tanto de Lúcifer, o trabalho do designer gráfico, cineasta, musico e romancista talvez não teria tanta riqueza. O misticismo sempre moveu a humanidade e ele é necessário no processo criativo, conhecer os signos ditos sagrados e não sagrados.

E no mais é isto aí, é só um pouco mais de reflexão.

Não é tecnologia, é iconografia ep1…

Postado em Geral e curiosidades em julho 21, 2009 por L.C

Hey amigos da internet estamos aqui ao vivo do blog no criativo…

Isso te sôou familiar? sim?  Só espero que eu não seja processado por plágio.

OPS: EU DISSE PLÁGIO? NÃÃÃÃÃÃO EU NÃO QUERO FALAR DE PLÁGIO

O assunto da vez é uma coisa que nos bombardeia sem deixar escombros. Vocês já ouviram falar de iconografia?

Se sim, parabéns, se não vou explicar.

A iconografia, é uma forma de representação através de imagens ou entao utilizar imagens para falar de um assunto. Bacana? Vou explicar melhor. A iconografia meus caros leitores faz um estudo sobre a origem e formação das imagens.

Vocês lembram da SHE-HA? Pois então, se olharmos com os olhos iconográficos para a SHE-HA veremos que ela faz uma referencia as guerreiras nórdicas chamadas Valkyrias, outro exemplo é o Zé Bonitinho que faz uma referencia ao Rei de Hollywood Clark Gable. ahaaaaaaaaaa ficou mais claro não?

A iconografia está presente na maioria do conteúdo midiático, desenhos, revistas, filmes, novelas e bla bla bla dentre esses blas, campanhas publicitárias.

Não vou aprofundar muito nesta onda de iconografia não,  pois se eu o fizer meu post ficará quilométrico.

Logo abaixo tem uma tabela que eu fiz com referencias iconográficas para a elaboração de capas de revistas.

até a próxima

ICONOGRAFIA

ICONOGRAFIA

Versão Brasileira…

Postado em Geral e curiosidades em julho 15, 2009 por L.C

Hoje eu acordei nostálgico, rememorando o cinema em casa do SBT e a Sessão da Tarde (com suas galerinhas mestras em arrumar confusões). Mas quero ir um pouco além nesta minha humilde nostalgia.

Você aí, é você mesmo que está lendo, me responda, você gosta de filme dublado ou legendado?

se você é admirador do áudio original parabens, você certamente tem mais chances de aprender o inglês ou outro idioma sozinho. Por outro lado se você gosta de filmes dublados, então parabéns também. “ORA MAS PARABÉNS POR QUE?” resposta simples, ao você ver um filme dublado você está exaltando o idioma do seu país. HEIN? CUMA? PARA O BONDE QUE IZABEL CAIU!

Você certamente já deve ter ouvido pessoas criticarem filmes dublados alegando que eles não falam de fato o que o personagem fala, porém existe um grande ponto a ser observado. Quando é exibido um filme dublado, é exibido um filme VERSÃO BRASILEIRA…(Estúdio de dublagem).

MINHA NOSSA NÃO ME DIGA, SÉRIO? Isso não é nenhuma novidade. Até então to enxendo linguiça, o fato é que eu to querendo é dizer o quão criativo são os dubladores. Tive a oportunidade de ver alguns videos sobre dublagem (graças ao amigo Gerson e o amigo youtube).

Pra ser dublador tem que ser ator e blá blá blá, MAAAAAS PRIMEIIIIIRO. Tem que ter talento, dedicação e criatividade, durante uma dublagem é muita improvisação que rola, sem fazer perder o sentido real do áudio original, é uma profissão muito bela e como qualquer outra profissão merece uma salva de palmas até mesmo por ela ter um importante papel social*[1].

Bem bem, se vocês se interessaram por dublagem acessem o youtube e coloque versão brasileira para buscar, os resultados são inúmeros.

Agora se vocês estão achando essas linhas nada haver, tudo bem. “Frankly my dear i don’t give a damn” agora com uma dublagem de Márcio Seixas “francamente meu caro eu não dou a mínima”, hehehe to brincando. A opinião de todos é importante.

[1] Márcio Seixas, em um video postado no youtube, fez uma belissima abordagem sobre a dublagem, pelo fato dela também se destinar à aquelas pessoas, que não tiveram a oportunidade de adquirir o hábito da leitura, conhecer outro idioma ou até mesmo desprovidos do saber ler e escrever. Por essas e outras eu tiro o chapéu para os dubladores e suas excelentes atuações que marcaram época (eu ainda não me acostumei com a nova voz do DURO DE MATAR.

OBS: eu queria ser dublador :(

OBS2: se você quer matar sua curiosidade sobre dublagem, http://www.dublanet.com.br/  sintam-se em casa meus amigos

Ser ou não ser? Eis a questão

Postado em Geral em julho 15, 2009 por L.C

Ser ou não ser? Eis a questão.

Você leitor deve estar achando que eu devo estar passando por alguma crise existencialista, mas não. Muito pelo contrário. Eu estou na mais perfeita harmonia com minhas faculdades mentais (eu quero acreditar nisto).

A questão é, ser ou não ser criativo. Afinal o que é ser criativo?

Desde pequeno ouvimos esta palavra, criativo pra lá, criativo pra cá e por consequencia disto achamos que criativo são aquelas pessoas que conseguem escrever com eloquencia, desenhar com “perfeição” e fazer uma bela escultura em coisa qualquer. REFULTEMOS ESTA CONCEPÇÃO TÃO VIL DA CRIATIVIDADE.

A criatividade é fruto de um processo de aprendizagem e exercicio de funções cerebrais. Vocês devem estar se perguntando “Meu deus o que este louco está dizendo?” ou então “Virgem Maria santíssima! mais um querendo dizer que a criatividade está em todos.” AEEEEEE, se você pensou em na segunda afirmativa você acertou.

Ser criativo é ter a capacidade de CRIAR algo novo, ou então pegar algo já criado por outro criativo e fazer uma adaptação para atender uma carência existente. Ou seja, ser criativo é ser inovador.

Eu gostaria de escrever mais sobre este assunto, mas vou parar por aqui, não que me falte argumentos. Acontece que eu quero através deste blog mostra as diferentes manifestações da criatividade e assim fazer vocês meus queridos leitores abandonar a frase “Eu não sou criativo” isso se vocês a ultilizarem é claro.

OBS: NÃO ME JULGUEM SE NOS MEUS ARTIGOS CONTER ERROS DE ESCRITA, NÃO SOU PROFESSOR E ODEIO PORTUGUÊS. E NÃO, NÃO SOU XENÓFOBO.

um abraço e até a próxima.

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